ās 23h40

Isso não é um post

Sério mesmo, se você quer um post leia o de baixo. Isso sou apenas eu teimosamente digitando enquanto morro de frio e enrolo pra ir tomar banho cansada demais pra postar depois da super faxina que eu dei hoje (inacabada e sem nada de super, mas abafa o caso). E eu até tinha coisas pra falar, juro!
Por exemplo,

Comprei um livro novo mesmo sabendo que vou demorar pra ler - Nick e Norah, uma história de amor e música. (se isso fosse um post aqui teria uma foto dele)
Mas ir à livraria só me deixou morrendo de vontade de comprar livros da Meg Cabbot e, embora as pessoas parem de ler livros dela aos 17 anos ao invés de começarem, eu nunca li e super queria comprar O garoto da casa ao lado. (que é um livro, eu não comecei a comprar pessoas, não estou tão carente assim. ok, comentário inútil.)

Já tinha reparado que eu estava muito mais cega há tempos, mas até minha mãe marcar oftalmologista eu fiquei meses me autozoando quando não conseguia enxergar o quadro (leia-se, todo dia). A oftalmo só confirmou minhas suspeitas provando que eu estou 0,5 graus mais cega no olho direito e 1,0 grau mais cega no esquerdo. Pra vocês seres sem miopia eu explico: isso é muito. Mas agora eu tenho uns óculos novos que são uma gracinha eee... eu enxergo, tãdãã! (se isso fosse um post teria a foto dos meus óculos).

Eu queria falar do fato de Pushing Daises ter acabado e comentar esse final, mas reparei que já acabou faz tanto tempo que não teria mais nexo. Aliás, aquele troço NÃO acabou e NÃO teve nexo. De-pri-men-te (e super fofo como sempre *-*). Se fosse um post eu até falaria da revista em quadrinhos de PD que vão lançar.

Se fosse um post eu comentaria sobre o amigo ULTRA folgado do meu pai e suas visitas semanais de pura encheção de saco, mas qualquer dia eu narro a saga. De preferência quando ela FINALMENTE tiver um fim.

Eu falaria dos meus dois sonhos mais recentes (aliás, os únicos que eu lembro de ter tido em muito tempo). De como eu pensei em tirar meu filtro dos sonhos da janela quando achei que ele estava me impedido de sonhar até que tive o sonho mais lindo do mundo e acordei toda feliz e cheia de 'ouns-não-quero-acordar' E como essa noite eu sonhei que as aulas do alfa tinham recomeçado e eu não sabia e tinha perdido aula de química e entrei em de-ses-pe-ro (nem nas férias essa coisa me dá sossego, fato).

Enfim, pena que isso não é um post.

Ps.: Isso só conta como um post no meu plano maléfico de postar todo dia.
Agora deixa eu publicar isso logo porque daqui a 20 minutos não vai mais ser hoje.











ās 23h15

Back to the start

Nada 'go back to the start' nesse post, é só que eu estava ouvindo essa música da Lily Allen esses dias e, de repente, eu estava digitando esse texto aí em baixo com pura autonomia dos meus dedos e nenhuma presença da minha mente. Como ele não tem título (nem muito nexo) e foi fruto dessa música fica isso. Como eu estou com uma preguiça* incrível de postar, mas não quero acabar com meus planos maléficos de dominar o mundo postar todos os dias essa semana, definitivamente fica isso.

 

Era um espelho grande, oval, a moldura em cor de ouro envelhecido fazia elegantes floreios por toda sua volta. E lá estava ela diante dele, mas uma garota diferente a encarava de dentro daquela moldura. Ela não reconhecia aquela garota naquele vestido roxo. As tiras de tecido caiam-lhe pelas pernas, mechas do cabelo caiam-lhe pelo rosto, os olhos maquiados pareciam maiores do que realmente eram. Ela piscou para sua própria imagem e saiu.
Um torpor tomava seus pensamentos e quando chegou ao salão a confusão de luzes e corpos em movimento a fizeram perder a consciência de seu próprio corpo e pouca lhe sobrava da mente. Ela caminhava, mas não sentia seu corpo se mover, seus olhos estavam embaçados, mas eram a única parte consciente de seu corpo. Corriam por todos os lados, fotografando todas as imagens, procurando um rosto.
Na confusão de olhares, sons e luzes ela se perdeu. Sem saber de onde viera, seu torpor tomou conta e ela parou no meio daquele salão que parecia girar a sua volta. Os sons ficaram mais rápidos e confusos e ela não conseguia distinguir vozes e música.
Até que uma mão tocou-lhe delicadamente nos ombros trazendo um choque de consciência ao seu corpo. De repente ela estava inteiramente consciente de seu corpo e daquele outro em sua frente. Daquelas mãos tocando sua pele e daqueles olhos a fitando. Os olhos que ela estivera procurando a toda volta desde que entrara o salão, desde que os vira pela primeira vez.
E ele era a única coisa da qual ela queria ter consciência, ele era o único motivo pelo qual ela desejava ter consciência de seu corpo e ao mesmo tempo a causa de todo aquele torpor. As luzes continuavam embaçadas e os sons confusos, mas diante de seus olhos aquela imagem se destacava. Até que ela sentiu lábios e todo o resto se perdeu.


*
Minha preguiça não é realmente preguiça, são só os efeitos de voltar a assistir Gossip Girl depois de muito tempo e estar com vontade de fazer alguma coisa legal estilo Upper East Side, não poder e voltar a me afogar em Gossip Girl.











ās 21h45

Panic! at my perspective

Sumida da realidade paralela da internet como eu estava, eu não estava exercendo minhas atividades de fuçar na vida das bandas que eu gosto. Certo, eu nunca faço isso, sou preguiçosa demais pra colocar minha curiosidade à frente do meu sedentarismo cibernético, mas mesmo assim foi um baque quando eu recebi a notícia fatal:

            - O Panic acabou.
(Momento para meu queixo cair. Junto com o mundo desabando a minha volta... COMO ASSIM?!)
            - Ahn, não acabou. Só o Ryan e o Jon que saíram da banda.

Não tinha realmente muito de 'só' na história, mas funcionou. Depois eu fui esquecer meu ócio e me atualizar e entendi o que tinha acontecido. Ryan e Jon queriam transformar o Panic num Beatles-pós-Beatles (como eles fizeram com o 2º CD), Brendon e Spencer queriam que o Panic fosse Panic! at the disco (como no 1º CD e como o mundo foi desenhado para ser) então os wannabe John Lennon saíram da banda. No final das contas Panic! não acabou, voltou! Tenho as músicas que eu gosto de volta, a voz do Brendon no tom certo, as melodias certas, o estilo certo, sexy como sempre e o mundo continua girando. Aliás, a música nova deles, New Perspective (para um filme da Diablo Cody chamado Jennifer's Body), está entre tudo que o Panic! nunca devia ter deixado de ser e um melhoria substancial. Se o Ryan acha que os Beatles são imortais tudo bem, também adoro Beatles, mas entre imortal e ressuscitado tem um abismo de diferença.

Mas essa história de Panic! me lembrou um amigo meu. Ele me zoava o tempo todo por ouvir Panic!, só ouvia músicas com gritos, achava que todos os seres humanos eram gays e que o Spencer parecia o Thiago Lacerda. Eu via o raio do menino todo-santo-dia, nos implicavamos mutuamente e ríamos um da cara do outro. Aí eu chego ao terceiro ano, ele muda de escola e de casa (porque antes ele morava perto de mim; não que eu já tivesse ido fazer uma visita) e, fora certas madrugadas quando nenhum dos dois tinha com quem mais falar no msn, nunca mais nos falamos. E eu fico pensando, será que eu nunca mais vou vê-lo na vida? Ou quando a gente se encontrar vai ser um oizinho amarelo e tchau?
O mesmo aconteceu com o Lindomar. É, eu falo do 'meu-amigo-da-locadora' desde o início desse blog (e de outros blogs mais antigos também). Aí eu cheguei no terceiro ano, parei de ter tempo pra ver filmes, consequentemente parei de alugá-los logo, parei de ir ver o Lindomar e ele trocou a locadora por uma lan house que eu não sei onde fica. Agora tem uma mulherzinha estranha na locadora e eu nem me despedi do Lindomar. Estava há um tempo me perguntando 'será que eu nunca mais vou vê-lo na vida?' quando o avistei do outro lado da rua. Ele não tinha me visto e um fluxo de carro passava entre nós, aí eu olhei uma segunda vez e simplesmente continuei meu caminho porque eu 'não saberia o que dizer'. Odeio como eu sou covarde com coisas idiotas, eu sei, ninguém precisa me dizer.
Aliás, tenho mais uma longa lista de pessoas que eu me pergunto se nunca mais vou ver na vida. As que eu gostava muito, as insignificantes, as que eu não gostava, as que eu levo um susto quando me adicionam no Orkut e as que alguém de vez enquando me tráz notícias. Mas nada me tira da cabeça que esse vái-e-vem de personagens da nossa vida é, no mínimo, confuso e eu fico perdida pensando quem, de uma hora pra outra, pode sumir.











ās 14h03

Vegetais e Harry Potter

Demorei tanto pra vir comemorar 'u-hul-estou-de-férias' que agora elas já estão acabando, mas enfim... uhul, estou de férias (: Tempo de dormir às três e acordar às treze, ver um episódio de House em cima do outro sem ficar com peso na consciência (porque eu já estava fazendo isso mesmo no meio das aulas desde que consegui todas as temporadas, mas a consciência pesava) e poder viver adoráveis dias de vagem fazendo fotossíntese pela casa. Na verdade ontem eu lembrei que não estou tão à toa assim já que tenho quilos de matéria de história pra colocar em dia antes das aulas e tenho que ler pelo menos umas 300 páginas pra terminar O Primo Basílio. Aí eu coloquei o despertador pras 9 horas, mas quem disse que funcionou? Acordei bem mais tarde e aqui estou - lendo blogs aleatórios e esquecendo de comentar, escrevendo coisas sem nexo e com planos de fazer isso todos os dias dessa semana.
Meus amigos estão quase todos em Porto Seguro, na viagem de formatura do terceiro ano e é, pra variar, eu não fui. Mas whatever, eu queria muito ir, mas nem fiquei deprimida. (sério, não estou sendo irônica).
No meu primeiro dia de férias mesmo eu fui pra casa do Pedro cumprir nosso ritual de engordar quilos. Pedro, Angélica, eu, Quem quer ser um milionário, pipoca, coca-cola e taças de sorvete com brigadeiro e morangos. No final tivemos três pessoas muito gordas e muito felizes (: E Quem quer ser um milionário é MUITO bom mesmo. Filme lindo. E eu ficaria milionária naquele jogo (se dependesse só da última pergunta, pelo menos).

Eu sei que agora já passou muito tempo desde a estréia de HP, mas eu nem ligo e vou fazer meus comentários de pessoa-que-foi-na-pré-estréia.

Expectativas altas atendidas na pré-estréia de Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Pelo trailer já dava pra esperar um dos melhores filmes da série, o livro é um dos melhores da série e sim, eu fui à pré-estréia. Terça feira nove e meia da noite estava eu na fila para o filme que começaria meia noite. Bem em frente aos meus olhos surge o símbolo da Warner envolto em nuvens escuras e eis que a gritaria e o filme começam. Lógico que cortaram muitas partes, mas não ter se acostumado com cortes a essa altura do campeonato seria, com a palavra mais delicada possível, uma utopia das grandes. O filme foi engraçado, emocionante, com efeitos especiais de fazer o queixo cair. Críticas? Desnecessário tacar fogo na casa dos Weasleys e cortar boa parte da luta no final do filme (mesmo assim a cena inventada ficou legal); desnecessário fingir que o Harry e a Gina tiveram só um beijinho escondido quando o beijo deles foi na frente de todo mundo e eles namoram por um bom tempo (mesmo assim o beijinho escondido foi lindo). Deram mais espaço pro Rony, a Lilá foi o máximo, a Emma Watson voltou a ser uma Hermione legal e até o Harry estava engraçado (principalmente sob efeito da Felix Felicis). Enfim, apesar de ter precisado de uma paciência que nem eu sabia ter pra aturar comentários desagradáveis durante o filme, foi um filme lindo que valeu totalmente minhas olheiras no dia seguinte na aula.














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